Home » Eu Já Passei » Ele tinha um objetivo, acreditou e CONSEGUIU!!

Quando recebi o convite dos amigos do EVP para “contar a minha história até a aprovação” no cargo de Analista Judiciário do TJDFT pensei em como eu poderia ser útil às pessoas que estão iniciando sua preparação para concursos. O cargo para o qual fui nomeado na última sexta-feira (18/05/2012) foi o de Analista Judiciário – Área Administrativa, o “famoso” AJAA. Quem já prestou algum certame para esse cargo sabe bem o que é cair na “vala comum”, pois o cargo exige apenas formação de nível superior, em qualquer área. Isso nos leva a duas consequências: a primeira é que como todos aqueles que não possuem uma formação específica, na qual existam vagas no edital, irá “correr” para esse cargo, aumentando expressivamente a concorrência. A segunda é vantajosa (porém muitas vezes não nos damos conta), porque se esse cargo não existisse muitas pessoas não poderiam ingressar em tribunais no cargo de nível superior, haja vista sua formação não ser contemplada no edital. Eu, por exemplo, sou geógrafo, e só poderia prestar concurso para tribunais se fosse nesse cargo. Sempre conversei com colegas que estavam estudando para AJAA e a descrença era generalizada. Frases como: “Este cargo vai acabar, os tribunais não chamam… Você tem que passar entre os primeiros”, era o que eu mais escutava. Vi vários concurseiros migrarem para outras áreas: Polícia Federal, Agências Reguladoras, Polícia Civil, dentre outras. Para se ter uma ideia, o concurso do TRE-SE acabou de expirar e pra AJAA chamaram apenas um, em quatro anos. Eu havia ficado em 15º lugar, ou seja, longe de ser nomeado. (Eu imagino a decepção do 2º colocado). É por isso que eu sempre digo que concurso é “poupança”, uns rendem bem, outros não. Como não sabemos antecipadamente o “índice” de rendimento dessa aplicação, temos que fazer o máximo de concursos pra tentar ser chamado em pelo menos um deles. (Pelo menos pra AJAA é assim). Diante dessas constatações eu resolvi “perseverar”. Essa é a palavra que resume a minha história em concursos. Foi assim que ocorreu no concurso do TJDFT…

Fui militar concursado da FAB por quase dez anos e um dia resolvi que não queria mais essa vida pra mim. Decidi prestar concursos e sabia que para ingressar em um tribunal enfrentaria uma dura batalha. Mas, resolvi “entregar-me” a esta guerra. Aliás, “entrega” é a segunda palavrinha que acredito ser necessária em concursos públicos. Se você não “entrar de cabeça”, verá, por melhor que você seja, as chances passarem muito perto de você e não conseguirá agarrá-las, por causa de uma, duas questões…

Acredito que essa entrega é necessária porque você deve “respirar” o ar dos concursos. Eu, quando não estava estudando, lia fóruns e blogs sobre concursos e foi lá que vi a existência de um Projeto de Lei (PL) que criava muitas vagas no TJDFT. Era ainda o início da minha preparação, não me sentia tão preparado para enfrentar provas em outros estados, principalmente em Brasília, onde as pessoas começam a se preparar antes dos 18 anos, e antes de fazerem vestibulares fazem concurso público. Mas a chance era muito boa, o PL criava cerca de mil cargos para analista (de todas as áreas, sendo que no final do certame apenas 14 dessas vagas foram pra AJAA) e mais de dois mil para técnico. No mesmo instante entrei na internet para pesquisar o preço das passagens e achei REC/BSB/REC com uma superpromoção. Deus estava naquela hora mandando que eu fizesse esse concurso. Comprei a passagem e fiz a inscrição no concurso (era um dos últimos dias do prazo de inscrição). Fiz as duas provas, técnico e analista, e fui nomeado para técnico antes da renovação do prazo de dois anos. Na época eu já havia saído da FAB, estava no TJPE, como técnico, e não hesitei na mudança. Tomei posse no TJDFT, voltei a Recife, casei e trouxe minha esposa (minha Rocha, minha Fortaleza aqui em BSB e na minha vida). Pouco tempo depois que cheguei a Brasília saiu o MPU 2010, estudei dois meses com afinco para o cargo de AJAA. Consegui uma excelente nota, 121,5 pontos líquidos, em uma prova CESPE de 150 pontos. Quem faz CESPE sabe como isso é difícil. Fiz até os exames médicos, tamanha a confiança no resultado. Foi aí que veio a “bomba”. Deram-me 4,2 na discursiva, quando o mínimo era 5,0. Fiz recurso bastante confiante, pois fui muito elogiado pela qualidade do texto quando procurei professores especialistas para recorrer. Era apenas 0,8 ponto. Mas não deu. E o pior, nos recursos vi gente sair de 0,77 para 7,07, e de 0,88 para 8,08, isso pra mim não era normal. Fui convidado a ingressar com um mandado de segurança, juntamente com outros colegas, mas decidi continuar só estudando. Fiquei a esperar a nomeação para analista no TJDFT, que poderia, ou não, vir. Durante essa espera fui nomeado analista no TJPE, nem pensei em voltar a Recife, sabia que por mais difícil que fosse, minha insistência nos concursos de AJAA iria ser premiada. Assinei o termo de desistência do TJPE e continuei aguardando por aqui. Mas não fiquei só no aguardo, após concluir uma pós-graduação e faltando sete meses para o concurso do TJDFT expirar eu decidi que deveria voltar a fazer outros concursos, pois minha nomeação como analista estava um pouco distante, e tudo, naquele momento, indicava que não sairia mais. Em setembro de 2011 começaram a sair vários TRE´s, e eu não poderia deixa-los passar. “Enfiei a cara nos livros” novamente, sem pena, uma média oito horas diárias, mesmo trabalhando. Naquele momento eu sabia uma coisa: pior do que chegar ao final da validade do TJDFT sem ser nomeado seria não ter mais nenhuma “poupança” para aguardar os rendimentos. Fiz então quase todos esses TRE´s para AJAA, e os resultados foram os seguintes, TRE-CE: 5º lugar e edital com 03 vagas; TRF-2 (Rio de Janeiro): 10º lugar; TRE-SP: 11º lugar e 09 vagas existentes hoje, TRE-PE: 19º lugar; TSE: 35º lugar; e Senado Federal (Técnico Legislativo – Administração): 103º lugar, edital com 20 vagas sendo que há 91 cargos vagos hoje.

Pronto, eu tinha uma “poupança” para aguardar enquanto fazia outros concursos. Foi então que Deus me abençoou mais uma vez. No último dia útil de validade do concurso do TJDFT eu fui nomeado. Precisava de 04 vagas e foram chamados 05 aprovados. Minha perseverança estava premiada!

O que fica de dica é que se deve adotar uma estratégia. A minha, no início, foi rapidamente procurar um bom cursinho presencial em Recife (foi lá onde conheci o João Antônio), o que me foi muito útil, até certo ponto. Digo isso porque acho que você deve conhecer a maneira que te faz mais produtivo nos estudos. De início, aulas presenciais me ajudaram, mas no segundo preparatório que fiz comecei a achar que estava perdendo tempo, passava três horas dentro de uma sala de aula e sentia que só via coisas que eu já sabia. Foi então que conheci o site do EU VOU PASSAR, associei-me desde o início do site, quando as aulas ainda eram de 15 minutos. Baixava tudo o que podia, convertia e andava com as aulas no celular, assistindo-as nas mais inusitadas ocasiões ao longo do dia: ônibus, fila de banco, horário de almoço, sala de espera de consultório médico. Percebi que pra mim esse método era muito bom, pois eu podia assistir à aula sobre determinado assunto por diversas vezes, quando surgisse alguma dúvida. E olhe que eu realmente fiz isso, cheguei a assistir a mesma sequencia de aulas sobre controle de constitucionalidade por mais de cinco vezes. Mas cada um tem seu método. Deve-se conhecer e saber o que é melhor para si. Conheço gente que diz que estuda escutando música, pra mim isso nunca funcionaria. O que eu acho que realmente vale para todos os concurseiros são as duas palavrinhas: “perseverança” e “entrega”, se você não fizer isso, muita gente boa vai fazer, e vai sair na frente. Mas sempre lembrando, entregue sempre sua vida a Deus, ele é quem te dá as oportunidades. Confia n´Ele. Eu confiei e deu certo! Ou vocês acham que ser nomeado no último dia de validade do concurso não é obra d´Ele?

Abraço a todos e nunca esmoreçam, concurso é uma soma de conhecimentos diária, prova após prova. Quem para, sai da fila. Quem continua, tem suas chances aumentadas a cada dia. Eu não parei, espero colher muitos frutos ainda. Encerrei minha dura batalha para o cargo de AJAA, mas outros virão. Que venha o Senado, e que não pare por aí!

Por: Alfonso Carlos de Barros Cruz

2 Comments

  1. Guydion disse:

    Meus parabens!
    Daqui a um tempo, vou ter um post lindo assim!
    Sucesso!

  2. Dimitrius disse:

    Gostei do lance da poupança. Parabéns..pelo depoimento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Login