Home » News » Candidatos em concurso da PM/AL reclamam de altas taxas de exames

Os candidatos que passaram nas provas e nos testes físicos do Concurso Público da Polícia Militar de Alagoas agora terão que desembolsar quantias consideráveis para a realização de 18 exames, que precisam ser entregues no prazo de 30 dias, que começará a contar a partir de 22 de fevereiro, quando será divulgada a lista final dos aprovados.

A questão está se tornando uma dor de cabeça para muitos candidatos. Isto porque quem não tem plano de saúde, terá de desembolsar uma grande quantia para conseguir todos os exames médicos, como é o de dois candidatos que terão de passar pos esta fase. Segundo estimativas feitas pelo jovem, quase R$ 1mil serão desembolsados somente com os exames.

“Eu não tenho plano e terei que pagar e confesso que não é muito fácil. Mas, se eu quiser assumir, tenho que fazer o quanto antes e entregar, senão, fico fora”, afirmou o jovem à reportagem do CadaMinuto.

No caso do funcionário público que também foi aprovado, a situação será mais tranquila. Como possui plano de saúde, a maioria dos exames solicitados tem cobertura. Porém, apenas um exame tem um custo alto para os candidatos.

“Felizmente eu tenho plano, que cobre boa parte dos exames, mas, só o toxicológico, pelo que procurei saber, gira em torno de R$ 350 e 500. Tem outros exames que terei que pagar, mas não são tão caros e o exame de sanidade mental, pode ser feito gratuitamente no Hospital Portugal Ramalho”, disse.

O edital do concurso já previa o pagamento dos exames pelos próprios candidatos, dentro do prazo de 30 dias após a divulgação dos aprovados. Porém, candidatos e familiares já se organizam em redes sociais e associações para buscarem uma solução viável para a questão, uma vez, que muitos aprovados devem perder a vaga pela falta de condições financeiras.

Segundo o superintendente do Procon em Alagoas, Rodrigo Cunha, como o pagamento dos exames já era algo previsto no edital do certame, não há nenhuma ilegalidade no processo. “Se fosse o caso da empresa que organizou o concurso ou a própria PM cobrar um novo exame que não estava previsto ou alguma taxa, o candidato tinha o direito de buscar seus direitos”, explicou Cunha.

O superintendente disse ainda que até o momento não houve nenhuma procura ao órgão de candidatos.

Fonte: Cada Minuto

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