Home » News » Secretaria da Saúde/DF: Agora, é com a Justiça

Somente a Justiça poderá anular o concurso para enfermeiros promovido no último domingo pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Foi essa a mensagem dada pela subsecretária de Gestão do Trabalho e Saúde, Maria Natividade Santana, em encontro ontem com representantes do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF). Segundo ela, a Fundação Universa, responsável pela aplicação das provas, garantiu a lisura do processo, cabendo, então, ao Ministério Público e à polícia investigarem as denúncias de irregularidades.

A indignação dos candidatos é grande, diante da confusão que viu na Universidade Católica de Brasília, onde ocorreram os testes. Há denúncias de pessoas que usaram celular durante os exames e de concurseiros que teriam passado questões pelas janelas do prédio, aos gritos, para os que chegaram para a segunda etapa da seleção — as provas foram pela manhã e à tarde. Inconformados com a omissão da Fundação Universa, cerca de 100 inscritos no exame protestaram durante toda a tarde de ontem em frente ao Palácio do Buriti pelo cancelamento das provas práticas.

O vice-presidente do SindateDF, Jorge Viana, explicou que os representantes da entidade já entraram em contato com a banca organizadora do certame, mas não houve progressos. “A Fundação Universa não identifica os erros apontados pelos candidatos, não reconhece as irregularidades”, afirmou. Em nota, a fundação divulgou que não houve, de sua parte, qualquer fato que comprometa o concurso ou prejudique qualquer candidato. Portanto, a seleção não deve ser cancelada.

Além de parte dos 1.391 candidatos que fizeram as provas práticas, participaram também da manifestação representantes dos 7 mil aprovados que não foram convocados para a segunda etapa do exame. Eles reivindicam a inclusão de todos os inscritos que tiveram nota suficiente para aprovação. Apenas 1.391 tiveram o direito de realizar a segunda fase do concurso para uma das 400 vagas no sistema público de saúde do DF.

O enfermeiro Jefferson Júnior, 38 anos, foi um dos que não conseguiu participar da segunda etapa. “Desde o início, estamos mobilizados para mudar o edital. A demanda na área é enorme. Então, não entendo o porquê de o governo limitar o cadastro de reserva a pouco mais de mil pessoas”, reclamou. Segundo o sindicato, existe um déficit de 3 mil profissionais na área atualmente no DF.

 Fonte: Correio Braziliense

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