Home » News » MPU: Professor explica mudanças nos critérios e programa de técnico

Dada a largada no concurso do Ministério Público da União (MPU) nesta quinta, dia 21, muitos candidatos se mostraram descontentes com o momento de divulgação do edital, que ocorreu apenas um dia depois da escolha da organizadora (Cespe/UnB). Para quem vinha se preparando para a seleção, a publicação, além de causar surpresa, trouxe más notícias: alterações no conteúdo programático. Para analisar o edital e apontar as mudanças que o documento trouxe, que abrangem também os critérios de aprovação, a FOLHA DIRIGIDA entrevistou o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella. “Inicialmente, o Cespe/UnB mudou, em relação ao último concurso, a contagem de pontos. No edital de 2010, a cada duas questões marcadas divergentes do gabarito, uma questão certa era anulada, ou seja, dois erros faziam o candidato perder um acerto. Já no edital do atual concurso, a banca volta à sua tradição, na qual um erro faz o participante perder um acerto. Esse modelo visa à redução do ‘chute’ por parte dos concorrentes, já que para cada afirmativa ou item da avaliação o candidato possui três respostas possíveis, podendo marcar certo, errado ou deixar a questão em branco. Nesse último caso, não há perda ou ganho de pontos”, exemplificou.

Estrella aconselhou os candidatos a não deixarem nenhuma questão em branco. Para ele, quando o participante tem alguma noção do conteúdo, é indicado marcar certo ou errado, seguindo a sua intuição. “A prova inibe ‘chutes’, mas é preciso ter em mente que esse risco existe e faz parte do processo. Deixar muitas questões em branco pode tirar o candidato da competição pela falta de um bom posicionamento na classificação”, disse. Paulo indicou como se ajustar ao atual modelo de prova. “Com esse novo modelo, é fundamental que o concorrente faça um grande volume de questões do Cespe/UnB. O segredo para reduzir o número de palpites é seguir os próprios instintos, já que a avaliação não é mais dividida entre o que o participante sabe e o que ele não sabe, e sim entre o que o candidato sabe, o que ele acha e o que ele não faz idéia”, explicou.

O professor falou ainda sobre as mudanças no conteúdo para técnico administrativo, de nível médio. “Para este cargo, saiu a disciplina de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) e entraram Raciocínio Lógico Matemático (RLM), Ética no serviço público, Administração Geral e redação oficial. A entrada dessas matérias favorece quem está estudando para o MPU como continuidade da preparação para os concursos de tribunais que saíram no ano passado, como RLM, que foi cobrado nas seleções do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e no Tribunal Regional Federal (TRF), ambos no Rio de Janeiro. Redação oficial, por exemplo, foi um tópico cobrado na seleção do TRE deste estado”, apontou.

Para quem ainda não começou a estudar, o diretor pedagógico indica uma rotina de preparação. “Quem está começando a estudar agora terá uma maratona pela frente. Para obter êxito, é preciso dividir o tempo de acordo com o nível de conhecimento nas disciplinas e com a quantidade de pontos que elas podem oferecer. Por exemplo, Legislação do MPU, Português, Redação Oficial, Informática, Ética no serviço público e RLM valem, ao todo, 50 pontos. Já Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Geral, Administração Pública, Gestão de Pessoas e Gestão de Materiais equivalem aos outros 70 pontos do exame, que soma 120 pontos. Em compensação, o programa de Direito Constitucional está menor, já que foram retirados os poderes Executivo e Legislativo, além da disciplina de Direito Administrativo não estar mais cobrando Contratos. Para quem iniciou a preparação agora, o ideal é buscar uma visão geral dos tópicos a serem cobrados e reunir esforços para resolver questões das provas anteriores do MPU e de outros concursos da organizadora que tenham um programa similar ao do ministério”, informou.

Com provas marcadas para 19 de maio, o que dá ao candidato menos de dois meses para se preparar, é preciso um grande esforço do concorrente que não estava estudando com foco e antecedência. Para Estrella, organizar o tempo, criar metas de estudo e conseguir cumpri-las são fatores fundamentais para o bom desempenho no dia da avaliação. Paulo ainda deu um importante conselho aos que irão disputar uma vaga de técnico administrativo. “Como informação complementar, para o aluno não ser desclassificado ele necessita fazer 12 pontos dos 50 possíveis em Conhecimentos Básicos. E ainda 23 – do total de 70 – em Conhecimentos Específicos e, no mínimo, 40 pontos somando as duas disciplinas. Lembrando que não é uma grande vantagem apenas preocupar-se em cumprir esses pré-requisitos, mas é preciso saber que isso é o mínimo para que o concorrente possa ser aprovado. No entanto, para tomar posse é necessário, além de obter a aprovação, alcançar uma boa colocação na classificação geral”, destacou.

Fonte: Folha Dirigida

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4 Comments

  1. Fernanda disse:

    Boa Tarde, eu vou fazer o concurso para Técnico Administrativo do MPU,eu vou ter que fazer redação Oficial

  2. sebastião lima disse:

    Fui aprovado com 59 pontos e meu nome nem aparece na listagem.Só desejaria saber porque isso aconteceu.

    • Redação EVP disse:

      Boa tarde, sugerimos que você busque mais informações junto ao órgão responsável pelo concurso. Obrigado

  3. Ana disse:

    No edital não consta que a cada um erro perde se um acerto, esta historia de chute e balela.
    Fiz 71 pontos nesta prova, e já verifique que o gabarito oficial esta errado. Pois teve interposição de questões que nem existiram na prova, na prova nunca houve questionamento de falta de por parte do servidor publico, e do tempo de aposentadoria, porem no recurso do gabarito final tem, tenho a prova e estas questões nunca existiram. Vou entrar com recurso contra a bancada do cespe por cobrar coisas que não consta no edital

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