Home » News » Saúde: Governo federal reconhece que há perda de recursos humanos

Hospital de Bonsucesso não faz transplantes desde dezembro

Além da ação civil pública que tramita na 3ª Vara Federal do Rio, cobrando contratações de profissionais de saúde, as procuradoras da República têm questionado a Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, sobre a suspensão de serviços, como o de transplantes no Hospital Federal de Bonsucesso, desde dezembro. Em resposta ao MPF, o governo admitiu que apenas sete transplantes foram realizados em novembro e dezembro na unidade, a única do Rio que faz esse tipo de intervenção: “Presume-se que deixaram de ser realizados 19 transplantes renais”. No ano passado, foram feitos 135 cirurgias deste tipo.

De acordo com o processo, o próprio Ministério da Saúde admite que a capacidade operacional do serviço sofreu alterações “em função basicamente da perda de recursos humanos especializados”.

Na última segunda-feira, foi inaugurado pela Secretaria estadual de Saúde o Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, para transplantes de rim e fígado de crianças, num prédio cedido pela Rede D”Or.

NO HSE, 40% DESATIVADOS

No Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE), a situação é mais caótica. Dos 450 leitos da unidade, 180 estão desativados (40% do total), pois há uma falta de 68 médicos e 32 enfermeiros. O HSE já foi referência no transplante de fígado, serviço paralisado desde abril de 2011. O Ministério da Saúde informou que, entre 2005 e 2011, contratou temporariamente 1.172 médicos para os hospital federais do Rio.

O quadro não é diferente nas redes estadual e municipal. Só nos hospitais da rede estadual, desde que o sistema de ponto biométrico foi implantado, em 2009, para o controle da entrada dos funcionários, 212 médicos pediram exoneração.

No município, de 2004 a 2012, 2.413 médicos deixaram os quadros por motivo de aposentadoria, falecimento, demissão ou exoneração. A assessoria da Secretaria de Saúde disse que, em contrapartida, contratou 1.954 médicos por meio de concurso público e 4.467 por outras forma de ingresso, como pelo sistema de organização de saúde (OSs). Além disso, 3,2% dos médicos e enfermeiros estão afastados por motivo de perícia.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, diz que a rede municipal não está passando pelo processo de interrupção de serviços, como ocorre na esfera federal:

– Hoje são 300 unidades prestando serviço. Com 1% de ausência, centenas de pessoas ficam sem atendimento. Temos a saúde da família, que desafoga UPAs e hospitais.

Fonte: O Globo

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