Home » News » CEFET/RJ: edital para 149 vagas de professor efetivo ainda este mês

O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) pretende divulgar este mês o edital do concurso para 149 vagas de professores efetivos, enquanto o de técnico-administrativos depende da distribuição, por todas as unidades do país, das oportunidades autorizadas em fevereiro pelo Ministério do Planejamento. Já se sabe, porém, que as contratações serão insuficientes, como lamenta o assessor do diretor-chefe do Cefet-RJ, Luiz Eduardo Laranjeira, acrescentando que, segundo acordo com o MEC, devem ser destinadas ao Cefet 91 vagas de técnico-administrativos.

A instituição aguarda a portaria do MEC a respeito para providenciar a definição da organizadora. Entre os cargos deverá estar assistente de administração, de nível médio e um dos mais carentes de pessoal, com remuneração inicial de até R$2.131, segundo a Tabela dos Servidores Públicos Federais. Até esta quinta-feira, dia 18, o Cefet pretende concluir o levantamento das necessidades de professores, para distribuição das vagas pelos campi e cursos. Esse concurso será organizado pela própria instituição. No total, o Planejamento autorizou 768 vagas de docentes e pessoal de apoio. Acompanhe a entrevista:

FOLHA DIRIGIDA – As instituições federais de ensino receberam autorização do Ministério do Planejamento para preencher 768 vagas, sendo 532 para professor e 236 em cargos técnico-administrativos. Já se sabe que o Cefet-RJ poderá preencher 149 vagas de docentes. Quais as expectativas da instituição frente à abertura desse concurso?
Luiz Eduardo Laranjeira – Essas 149 vagas melhoram muito a condição do Cefet, mas não repõem as perdas que tivemos desde 2010, quando foi feito o último concurso para professores. Desde então, muitos se aposentaram, faleceram, pediram exoneração ou foram trabalhar na indústria. Neste momento, estamos exatamente na discussão da distribuição de vagas pelos oito campi que temos, quais são os perfis, onde está mais precisado e como vai ser feita essa divisão dentro de cada departamento. Estamos exatamente nessa etapa de levantamento.

Em janeiro alguns alunos, funcionários e professores de cursos superiores foram às ruas protestar contra a tentativa do MEC de transformar o Cefet/RJ em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet), e ainda cobraram das autoridades a contratação de novos professores e técnico-administrativos. O senhor acredita que esse protesto foi fundamental para o governo autorizar os concursos?
A manifestação foi muito importante para mostrar a insatisfação dos alunos, e que não é vaidade de dirigentes a transformação do Cefet em universidade e não em instituto. Temos uma história, um comportamento e uma tradição que não cabe dentro da legislação de um instituto. O MEC está nos pressionando para essa transformação ao não mandar professores. É um processo de asfixia. A transformação em universidade não quer dizer que queremos diminuir o técnico e investir só na graduação. Nosso plano é ampliar os dois.

A polêmica sobre a transformação do Cefet em instituto, de alguma forma poderia afetar a abertura dos concursos ou até mesmo a convocação dos aprovados?
Não, não poderia. Como disse o diretor-geral, Carlos Henrique Alves, pretendemos fazer essa contratação visando à expansão dos campi de Petrópolis, Friburgo, Valença, Itaguaí e Angra dos Reis. Iremos implantar o ensino integrado entre médio e técnico nestes campi, que, até agora só têm o curso técnico. Por isso, deverão ser contratados professores de disciplinas propedêuticas, como Português, Matemática, Física, Química, História, Geografia, Biologia, Sociologia ou Filosofia.

Em relação ao magistério, como está composto o quadro? Quantos concursados? Quantos temporários há?
São 90 temporários na instituição, e ainda temos autorização para a contratação de 50 professores substitutos. Mas isso não quer dizer que vamos contratar os 50. Como o próprio nome diz, ele tem como finalidade substituir alguém. Já os adjuntos, são 129 no magistério superior, mas no básico, eu não sei te dizer com precisão.

As 149 vagas destinadas ao Cefet vão suprir as necessidades? Qual é atualmente o déficit de professores?
No superior, é imenso. Deve dar em torno de 25% a 30%. E, segundo o diretor-geral, o déficit também é muito grande na parte média e técnica. Quanto houve a expansão da parte dois, por exemplo, que foi a inauguração dos campi de Petrópolis, Friburgo, Itaguaí, Valença e Angra dos Reis, não conseguimos recompor o quadro, porque não havia docentes. Criou-se uma expectativa na população, na prefeitura, nas empresas investidoras, e não se podia suprir.

Os novos professores vão substituir os temporários?
Não. Segundo informações do diretor-geral, devemos continuar com esses 90 temporários, exatamente pelo déficit de professores.

O edital já está em elaboração? Em que mês pretende divulgá-lo?
A expectativa é que, no final de abril, no máximo, o edital para as vagas de professor seja publicado. Temos um prazo de 90 dias após a publicação do Ministério da Educação, em fevereiro, para colocar o
edital. Mas ainda há definições que serão feitas após o dia 18, como o quadro de vagas, os perfis solicitados desses candidatos e, em cima disso, poderemos determinar as datas e finalizar o edital.

A organizadora do concurso para docentes e técnicos já foi escolhida?
O concurso para docentes é feito pelo próprio Cefet. É um procedimento extremamente caro, e o número de inscritos não é tão grande. Já no de técnico-administrativo, utilizamos uma empresa, mas ainda não foi definida. Precisamos do edital para fazer o pregão. Aliás, se houver possibilidade e interesse da instituição em fazer um pedido de contratação em caráter especial, sem licitação, e se isso for aprovado, pode nem haver pregão.

E até quando pretende definir a instituição que fará o concurso para técnico-administrativos?
Não quero pedir para fazer o pregão sem que a portaria saia.

Quando pretende abrir as inscrições e aplicar as provas para todos os cargos?
Tudo está atrelado às informações que virão no dia 18 deste mês, quando terei o levantamento de cada campus. Mas, a proposta do diretor-geral é que em julho esteja contratando os professores, então, todo esse processo tem de acabar no final de junho. Em relação aos técnico-administrativos, todo o processo pode demorar mais.

Quanto recebe um professor em início de carreira? Quais os benefícios a que terão direito?
O quadro é igual ao das demais instituições federais. O salário varia de acordo com a qualificação do candidato; se tem mestrado, doutorado ou apenas graduação.

Quais os salários e benefícios oferecidos aos técnico-administrativos? Qual a carga horária?
A remenuração também é semelhante ao estipulado para as demais instituições federais.

De que forma os candidatos às vagas de magistério serão avaliados?
O concurso de professores conta com uma prova escrita, eliminatória e classificatória; uma prova de aula, prática, eliminatória e classificatória, e uma prova de títulos, que é só classificatória.

O concurso para técnico-administrativos contará somente com provas objetivas ou haverá outras etapas?
Espera-se que seja uma prova de múltipla escolha, feita por uma empresa. Costumamos solicitar que, pelo menos, 50% da prova seja de conhecimentos específicos, e nas outras 50 podem-se colocar questões de matérias como Matemática, Informática e Português, entre outras. Isso ainda vai ser discutido. Mas, um assunto que sempre pedimos para colocar é a legislação 8.112, a lei que rege o servidor público, e a 8.666, sobre as transações comerciais. São as duas principais. As outras etapas vão depender dos tipos de técnicos que forem requisitados. Para assistente de administração, por exemplo, basta essa etapa, mas, caso sejam requisitadas vagas de técnico de laboratório, para auxiliar nas aulas práticas, pode haver uma primeira etapa eliminatória e classificatória e, depois, uma prova prática.

Todos os professores e técnico-administrativos serão lotados no campus do Maracanã?
Não. Para o Maracanã, inclusive, irão muito poucos. Temos outros sete campi, além do Maracanã, que são Nova Iguaçu, Maria da Graça, Valença, Angra dos Reis, Itaguaí, Friburgo e Petrópolis, e, ao menos quanto aos professores, nossa prioridade está nos campi em expansão.

Das 236 vagas para técnico-administrativos, o senhor sabe quantas serão destinadas ao Cefet?
O MEC negociou com o diretor-geral 91 vagas, mas, até agora, foi só uma promessa. Por enquanto, não há uma portaria assinada.

Há muitos técnico-administrativos com idade para se aposentar, o que aumentaria a carência de pessoal?
Sim, há muita gente que se aposentou, faleceu ou saiu. Além do fato da instituição ter crescido e precisar de mais mão de obra.

Como o déficit de servidores afeta a vida dos alunos?
No mínimo, em prazos de atendimento. Quando os alunos necessitam pedir um documento à instituição, se houver um só funcionário para desenvolver esse serviço, com o crescimento da demanda de pedidos, a demora para entrega é evidente.

O senhor já sabe precisar quais serão os cargos oferecidos no concurso? Haverá oportunidades nos níveis médio, médio/técnico e superior?
Como disse, ainda não tenho essa informação precisa, mas acredito que haverá, sim, oportunidade para os três níveis. Pela demanda, poderemos encontrar, com certeza, o cargo de assistente de administração. Assistente de aluno deve-se achar também. Diante da necessidade, acredito que haja até vagas para ensino superior.

Fonte: Folha Dirigida

Saiba mais no SOS Concurseiro

1 Comment

  1. Douglas Vilarinho Xavier disse:

    Voces tem provas antigas de concursos de docente do cefet rj disponiveis????

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Login