Home » News » Banco Central lançará edital no final de julho! Sindicato tenta viabilizar vagas

Um dos concursos mais aguardados para este segundo semestre de 2013 é, certamente, o do Banco Central (BC), por meio do qual serão preenchidas, pelo menos, 515 vagas nos cargos de técnico, analista e procurador (o sindicato dos servidores quer a ampliação das vagas. Leia a entrevista com Daro Piffer AQUI). Com o edital previsto para o fim de julho e provas, a princípio, para setembro, os interessados em participar do concurso não podem descuidar da preparação, a fim de garantirem boas chances de conquistar uma das tão disputadas vagas no banco.

Serão 100 vagas no cargo de técnico, com remuneração inicial de R$5.531,23 e cujo requisito é o ensino médio completo. A maior parte das vagas, 400, será para analista, de nível superior, com iniciais de R$13.968,85. No último concurso, em 2009, apesar das chances no cargo terem sido divididas por diversas áreas, para todas foi exigida a formação superior em qualquer área de conhecimento. O cargo de procurador contará, então, com 15 vagas, com requisito de bacharelado em Direito e pelo menos dois anos de prática forense. Para esse, os ganhos no início da carreira são de R$16.092,13.

De acordo com o diretor de Administração do Banco Central, Altamir Lopes, a expectativa do banco é de poder contar com os novos servidores no início do ano que vem. As contratações serão pelo regime estatutário, o que proporciona estabilidade no cargo. Os servidores do banco ainda fazem jus a benefícios, como auxílio-alimentação, de R$373, já incluído nas remunerações informadas, e plano de saúde, com coparticipação. A carga de trabalho é de 40 horas semanais.

Embora ainda não haja uma definição, o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal), Daro Marcos Piffer, voltar a afirmar, em entrevista concedida à FOLHA DIRIGIDA, que a tendência é que o concurso seja regionalizado, com vagas em todas as dez capitais com unidades do banco (Brasília, onde fica a sede, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém). Quando procurado, o BC não quis comentar o assunto.

Já foi confirmado pelo banco que o concurso será organizado pelo Cespe/UnB. No caso de técnico e analista, mantendo-se a estrutura do último concurso, aberto em 2009, a seleção será feita por meio de provas objetivas, prova discursiva (apenas para analista), avaliação de títulos (dependendo da área de atuação), sindicância de vida pregressa e programa de capacitação. Para procurador, já está certo que haverá prova objetiva, três provas discursivas, prova oral e avaliação de títulos, sindicância de vida pregressa e curso de formação. As provas para o cargo serão aplicadas ao menos nas dez capitais com unidades do banco. Ainda não foi confirmado se ocorrerá o mesmo para técnico e analista.

Entrevista com Daro Marcos Piffer, Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central

Sindicato quer viabilizar oferta de mais 250 vagas

Aumento do teto salarial, aproximação do cidadão e modernização da carreira. Essas são as principais mudanças que o novo presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal), Daro Marcos Piffer, pretende buscar durante a sua gestão, que segue até 2015.Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o sindicalista falou sobre as diretrizes de sua gestão, reivindicações do Sinal e o elevado número de aposentadorias previstas para os próximos anos no Banco Central. Em relação à abertura do concurso para 515 vagas do BC, Piffer atentou para a necessidade de servidores em todas as dez regionais, destacando as maiores carências. Ele destacou a intenção do sindicato em reivindicar mais 250 contratações, além das previstas inicialmente. O presidente do Sinal falou, ainda, sobre a sua carreira dentro do banco e os incentivos oferecidos pelo BC para quem busca o aperfeiçoamento profissional.

FOLHA DIRIGIDA – Fale um pouco sobre as diretrizes da sua gestão à frente do Sinal.
Daro Marcos Piffer – Para a carreira do Banco Central, as minhas diretrizes são baseadas no que já está aprovado em assembleia do sindicato, que consiste em buscar o teto do Executivo e a modernização da carreira de especialista, que engloba os analistas e os técnicos. Basicamente, este é o eixo central. Outro ponto que vamos trabalhar é para uma inserção maior na mídia, estipulando uma maior proximidade com o cidadão e com os formadores de opinião. Uma das ideias, que ainda não colocamos em prática, são as redes sociais. Pretendemos trabalhar diariamente assuntos relacionados a problemas que afetam o direito do consumidor bancário. São regulamentações do Banco Central, normas e leis, que a maioria da população não conhece. A ideia é dar uma visibilidade para isso e aproximar o sindicato do cidadão, por meio das atividades do órgão.

O senhor falou em teto do Executivo. Já existe proposta no Congresso Nacional para atrelar a remuneração dos servidores do BC à dos ministros do Supremo Tribunal Federal? Que proposta é essa, de quem é a autoria e o que ela prevê?
O teto do Executivo está definido em lei, aliás, definido na Constituição, e é de 90,25% do subsídio do ministro do STF. E a proposta em questão é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 147 de 2012, de autoria do deputado Amauri Teixeira (PT/BA). A ideia é regulamentar as três carreiras, com base no teto do Executivo.

Existe uma perspectiva de aprovação desse projeto?
Há algumas semanas ele passou na CCJ da Câmara, então a admissibilidade dele está aprovada. Não há nada que fira a Constituição. O grande problema é o embate político dentro do Congresso. A ideia agora é criar uma comissão especial. Estamos esperando que o presidente do Congresso faça um pronunciamento do projeto e abra caminho para criarmos a comissão especial para debater a PEC.

Caso seja amparada pelos Deputados poderia até ser aprovada no segundo semestre, correto?
Caso tudo ocorra bem,sim. Em matéria constitucional, temos até o final do período legislativo – até o final do ano que vem, para que seja aprovada, caso contrário perde a validade.

E pelo que passa a modernização da carreira?
A modernização tem dois eixos fundamentais. O acesso à carreira de técnico com o nível superior e que a remuneração seja de 70% da carreira do analista.

Por que levar a carreira de técnico para o nível superior?
Temos várias razões. Uma delas é que o técnico do BC faz o serviço de suporte ao trabalho do analista. Muitas vezes o trabalho de suporte, necessita de uma experiência maior. Do ponto de vista da prática, hoje a maioria das pessoas que ingressam neste cargo já tem nível superior. O que ocorre é que como o salário é baixo, a carreira acaba virando um “trampolim” para outra carreira. Desta forma, perde-se, em média, de três a cinco anos para formar um profissional dentro do BC. Isso para que o servidor esteja bem familiarizado com os assuntos com que ele trabalha, como rotina e outras coisas. Assim, esse concurseiro, que ingressa como técnico, fica três, quatro anos e vai embora. Não o aproveitamos como um funcionário pleno, e assim temos que, obrigatoriamente, ir atrás de outro, esse é o lado prático. Precisamos modernizar a carreira para que ela não seja simplesmente um trampolim, pois precisamos que esse pessoal fique. Outro ponto é que não da para conviver em um ambiente saudável, com uma carreira ganhando 40% da outra. Existe um desnível muito grande, criando também um ambiente desagradável.

O concurso terá 515 vagas, sendo 100 para técnico, 400 para analista e 15 para procurador. Esses números são suficientes para suprir a carência do BC?
Não, porque no último concurso, realizado em 2010, colocamos 500 pessoas. Essas 500 pessoas mal substituíram as aposentadorias que tinham ocorrido anteriormente. Além disso, de 2010 até os dias atuais, já tivemos mil aposentadorias.

Ainda há muitas aposentadorias previstas?
Para este ano, entre 350 a 500. Até 31 de maio deste ano, já tivemos 126. Para os próximos dois anos, podemos chegar a 600 aposentadorias. Agora há uma possibilidade de conseguirmos colocar mais 250 vagas, além das iniciais. No concurso de 2010 ocorreu isso. Depois de empossados os 500, foi feita uma chamada suplementar dentro do prazo de validade do concurso, convocando mais 250.

O sindicato deve cobrar essas 250 vagas a mais? Isso é um acordo entre o sindicato e o órgão?
Isso é um acordo entre o órgão e o governo federal, até porque o governo emitiu um normativo que permite essa convocação, basta ter aprovação da lei orçamentária.

Atualmente, qual é a carência de pessoal no Banco Central?
O Banco Central tem um quadro previsto por lei de 6.470 servidores, sendo 5.309 analistas, 861 técnicos e 300 procuradores. Deste total, estão preenchidos 4.249 cargos, dos quais 3.440 de analista, 626 de técnicos e 183 de procuradores. Isso representa uma carência de 2.221 servidores.

O senhor sinalizou em entrevista à FOLHA DIRIGIDA que o concurso poderá ser regionalizado. Já é possível confirmar isso?
Tudo indica que o concurso será regionalizado, isso é o que está mais ou menos acordado. Se for regionalizado, a pessoa opta pela cidade, concorrendo para as vagas da cidade solicitada. Neste caso, são espécies de miniconcursos. Se o candidato optar por São Paulo, por exemplo, ele só concorre às vagas de São Paulo. Caso não seja aprovado, não tem chance de ser chamado para outra região.

O senhor também acredita que o concurso contará com vagas para todas as dez capitais, onde o banco atua?
Espero que sim, a tendência é que ocorra. Existem vagas para as dez sedes, mas antes do concurso, abre-se o período de remoção interna, como está acontecendo agora. Desta forma, pode ser que durante a remoção, alguma das sedes zere o número de vagas, e assim não abra espaço para o concurso.

Como funciona o processo de remoção interna?
Existe algumas regras como tempo de casa e vaga para localidade. O processo acontece por ordem de solicitação onde o critério para escolha é o tempo de trabalho do funcionário, não existe prova.

Hoje, a carência maior está em qual regional?
Todas. Mas a que se destaca é a de Belém, porque tem o menor efetivo do banco. A remoção não é fácil para esta cidade. Grande parte dos funcionários já é aposentável e é a regional que abrange grande parte da Região Norte. É a maior região com menor efetivo. Há uma perspectiva, não posso garantir, que sejam dez vagas para Belém. Inclusive, o sindicado de lá está promovendo cursinho preparatório, para que as pessoas de Belém passem no concurso.

Em relação à oferta de vagas, onde deve ser maior?
Certamente Brasília, seguida por São Paulo e, depois, Rio de Janeiro. As demais vagas devem ser divididas pelas outras regionais.

Em qual regional deve ocorrer o maior número de aposentadorias?
Brasília sempre tem um número maior de aposentadorias, pois o maior contingente está lá. O preocupante é que tem alguns departamentos que têm um número de servidores em condições de se aposentar maior que outros. Entre eles o departamento do meio circulante, que teve poucas lotações nos últimos anos.

Como são direcionados estes novos servidores para os departamentos?
Quem faz isso é a direção do Banco Central. Forma-se um comitê em Brasília, e direciona-se, através de uma série de fatores.

E como é a formação do profissional?
Através de cursos internos. Primeiramente, tem o curso sobre o Banco Central. Dependendo do departamento que a pessoa for trabalhar, existem cursos específicos. Também existem alguns cursos fora do BC.

O Cespe foi escolhido como organizador do concurso. Em 2009, a seleção ficou por conta da Fundação Cesgranrio. O que pode mudar devido à alteração da organizadora?
No último concurso, tivemos problemas de plágio de questões, era para ter cancelado o concurso, mas como a necessidade de pessoal era grande, acabaram anulando as questões. Pelo programa do último concurso, não acredito em alterações. A expectativa é que as disciplinas sejam as mesmas. O que vai mudar é a forma de focar as disciplinas.

O sindicado tem informações sobre a estrutura do processo seletivo? Quais serão as etapas?
Não deve mudar muito. Deve ser prova objetiva, prova discursiva e avaliação de títulos. Acredito que a prova mantenha essa mesma linha.

O senhor defende a aplicação de prova nas dez cidades?
Não tenha dúvida de que isso é o mais correto. A prova deve ser realizada, no mínimo, em todas as regionais, isso deve ser um procedimento padrão. Caso isso não aconteça, seria o próprio Banco Central desvalorizando as suas regionais. Tem sido assim. Acima disso, defendemos que o Banco Central deve estar em todas as capitais, pois tem que estar próximo ao cidadão. Estamos nos mobilizando nesse sentido, pois esse é um trabalho a ser feito com o Executivo e com o Congresso Nacional.

Fale um pouco sobre a carreira no Banco Central.
No Banco Central, diferenciando um pouco do que é comum em todos os órgãos públicos, a grande vantagem é que nós temos pouca interferência externa. Um exemplo disso é que quando entra um novo governo, o único setor que pode ser alterado é a diretoria. Qualquer outro cargo, como chefe de departamento, só pode ser ocupado por funcionários concursados. Atualmente, até mesmo a diretoria conta com diversos servidores de carreira. A possibilidade de crescimento existe dentro do Banco Central e acredito que é até maior que em muitos órgãos do serviço público.

Quais as principais diferenças em relação aos demais órgãos públicos?
O Banco Central tem um plano de desenvolvimento profissional e intelectual muito bom. Nesse plano, o servidor pode sair para um mestrado ou doutorado, e continua recebendo o seu salário. Isso funciona de uma forma transparente, na qual um comitê recebe as solicitações e as aprova. Cerca de 60 pessoas por ano conseguem esse benefício. Outro benefício do órgão é um período para capacitação, no qual a cada cinco anos trabalhados o servidor pode tirar três meses para a realização de uma capacitação, que costuma ser realizada fora do país. O curso em si é custeado pelo servidor, mas o servidor continua recebendo o salário, mesmo afastado. Esses incentivos são previstos por lei federal, que abrange todos os órgãos, mas o Banco Central, especificamente, se preocupou em fazer a regulamentação, por isso temos uma facilidade maior que nos outros órgãos.

Fale um pouco da sua trajetória.
Entrei em 1997, em São Paulo, no cargo de analista. Na ocasião, o concurso foi regionalizado. Entrei na área de Fiscalização, na área especializada em operações de Tesouraria, risco de mercado e liquidez. No ano seguinte, entrei no sindicato. Eu sou engenheiro de formação. Patrocinado pelo Banco Central, fiz MBA e mestrado. Também realizei uma capacitação no exterior, algo também comum no órgão. O aperfeiçoamento técnico-profissional é muito valorizado aqui.

Fonte: Folha Dirigida

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4 Comments

  1. Rafael Felix disse:

    Entrevista incentivante!#

  2. bianca disse:

    Boa tarde,
    Gostaria de receber e-mail, sobre as informações de quando será o concurso publico do Banco Central, quero estar me inscrevendo, fico no aguarde de um breve retorno –
    Bianca 96416-9092

    • Redação EVP disse:

      Boa tarde, para maiores informações basta acompanhar nosso blog oficial, postaremos mais informações aqui, assim que recebermos. Obrigado

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