Home » News » Maceió: Assistência Social anuncia concurso para 800 vagas

Certame visa preencher 500 vagas ocupadas por profissionais contratados

Tida como a “menina dos olhos” da gestão do prefeito Rui Palmeira (PSDB), a Assistência Social é uma das pastas tratadas como prioridade em seu governo. Tanto que a secretária Juliana Vergetti, em entrevista à Tribuna independente, demonstrou interesse na realização de um concurso público para integrar mais de 800 pessoas nos quadros da secretaria e no lançamento de mais 10 unidades de atendimento à população.

Tribuna Independente – Na campanha de 2012, o prefeito Rui Palmeira disse que a Assistência Social seria prioridade. O que está sendo feito para que isso aconteça?
Juliana Vergetti – O primeiro passo que nós demos foi fazer um diagnóstico. Nesse levantamento, o que encontramos foi um custeio muito baixo, algo em torno de R$ 100 mil mensal para o Fundo de Assistência e de R$ 40 mil para o Fundo Municipal da Criança. Esse custeio era aquém da demanda se quiséssemos tratar a Assistência Social direito. Fizemos um levantamento de todos os recursos federais em caixa. Temos até o fim de junho para prestar contas, mas já fizemos uma primeira prestação ao Conselho Municipal e, com base nos saldos, estivemos em Brasília e solicitamos uma reprogramação desses recursos. Identificando deficiências que poderão ser sanadas com esses recursos, como, por exemplo, a rede de acolhimento. Hoje os recursos são pequenos para a demanda. Temos que ter todo cuidado nos novos processos licitatórios para, aí sim, programarmos os serviços e aquisições.

T.I. – Na gestão passada, a pasta perdeu uma série de recursos federais. Como andam esses convênios?
Juliana Vergetti – Essa secretaria foi a única do Brasil a perder recursos. Eu estava na secretaria estadual como adjunta, e uma força tarefa do Estado e da União trabalhou para restabelecer. Exatamente pela falta de prestação de contas e pelo uso indevido deles. Da nossa parte, estamos negociando para não devolver recursos. Por isso fizemos esse estudo, mostrando a nossa necessidade, fazendo um planejamento, porque o governo federal é criterioso quanto à aplicação.

T.I. – Então esses recursos poderão ser devolvidos?
Juliana Vergetti – Não. Nós temos recursos que não foram utilizados, e esses recursos não serão devolvidos porque nós já estamos negociando. Nós apresentamos ao governo federal o nosso plano de trabalho e estamos aguardando autorizações formais. Também estamos trabalhando de forma integrada com o conselho, para redirecionar esses recursos.

T.I. – O prefeito alegava em sua campanha que o foco da Semas seria humanizar o atendimento. De que forma isso está sendo feito?
Juliana Vergetti – Esse é o foco da nossa gestão. Essa humanização se dá quando a gente humaniza nossos técnicos sobre o bom atendimento dos usuários e é isso que nós estamos começando a resolver com o nosso plano de ação, entre a reestruturação da rede de acolhimento, que é composta por 40 equipamentos, reformas de abrigos e todo o resto. Isso demorou para acontecer porque tínhamos que esperar a aprovação do Orçamento.

T.I. – Quais as prioridades dessa reestruturação?
Juliana Vergetti – Vamos reformar o prédio onde funciona o Sistema de Liberdade Assistida, o prédio do Bolsa Família. Estamos aguardando uma portaria do governo federal em junho ou julho, onde ele vai se possibilitar o investimento. Isso vai ser muito bom porque a gente já fez o plano de trabalho para dois novos espaços para na região alta da cidade, onde está concentrada grande parte dos usuários.

T.I. – Quais são os principais obstáculos da Semas?
Juliana Vergetti – Infelizmente, estamos em um Estado que tem grande parta da população abaixo da linha da pobreza. Em Maceió, por ser a capital e por ter um terço da população do Estado, o papel da Semas é muito importante, já que ficamos muito demandados. Então, temos um problema sério que, além de estarmos com nossos equipamentos sociais carentes de manutenção…

T.I. – Estão sucateados?
Juliana Vergetti – Uma boa parte sim. Mas já estamos com processos de licitação abertos para essa manutenção. Isso vai nos ajudar muito. Outro problema é que estamos com carência de pessoal. Temos muitos profissionais contratados e temos hoje um Termo de Ajustamento de Conduta, firmado entre o município e o Ministério Público, no sentido de organizar esse problema com um concurso. Para suprirmos a carência e organizarmos os serviços.

T.I. – Para quantas vagas?
Juliana Vergetti – Para nível superior, ainda não estamos com o quadro fechado, mas gira em torno de 300 vagas, já que isso faz parte de um diagnóstico e nós temos mais 10 serviços para implantar. Em nível médio, esse número deve passar de 500 profissionais, contando com os 456 que temos hoje.

T.I. – Na gestão passada o município fez um concurso onde se ofertou 400 vagas, alegando que essa era a possibilidade dentro do Orçamento. O concurso da Saúde, por exemplo, foi homologado a poucos dias, mas ninguém foi chamado. É possível abrir 800 vagas? Juliana Vergetti – Estamos falando de uma previsão a curto, médio e longo prazo. Porque hoje nós temos 456 contratados, e essas pessoas deveriam estar prestando sua função através de concurso público. Quando eu falo desse número de 800 eu penso em mais 10 equipamentos que temos para implantar. São sete Centros de Referência de Assistência Social [CRAS], e temos que ter equipes de referência nesses centros, temos dois Centros Especializados de Assistência e uma Residência Inclusiva, este último para atender a que tem algum tipo de deficiência.

Fonte: Tribuna Hoje

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