Home » News » Detran/RJ – Organizadora tenta tranquilizar candidatos

Diante das dúvidas de especialistas e candidatos quanto à capacidade da Makiyama para organizar a contento um megaconcurso como o do Detran do Rio de Janeiro, que conta com 369.255 candidatos, a diretora operacional da empresa, Dinamar Souza, garante que sim. Segundo ela, a Makiyama está tomando todas as medidas, passo a passo, para obter sucesso na organização do concurso, desde a elaboração das questões até o dia da prova.

“Os integrantes da banca foram escolhidos de acordo com currículo e experiência no setor, e todos têm mestrado e doutorado. Garanto com 100% de certeza que as questões serão inéditas. Nós temos uma gráfica própria, que imprime todas as provas, temos o controle total de todo o material, desde a hora que inicia a impressão até quando finaliza”, justifica.

Dinamar conta que, apesar da Makiyama não estar acostumada com seleções desse porte, já foi responsável por outras importantes. “Já enfrentamos grandes desafios, a diferença é que, no caso do Detran, um único edital tem um grande quantitativo de inscritos. Se tivéssemos feito quatro editais, um para cada cargo, não teria esse impacto”, disse, acrescentando que o objetivo de aplicar as provas em três dias é reduzir os riscos, transformando este concurso em três de médio porte.

FOLHA DIRIGIDA – Muitos professores e candidatos temem que a organizadora não esteja preparada para fazer o concurso do Detran, já que a instituição nunca realizou seleções desse porte. A Makiyama está preparada?
Dinamar Souza – Sim, está preparada. A Makiyama tem muito interesse neste concurso. O contrato da CPTM, por exemplo, é de três anos, ou seja, não é um único concurso. E só em 2012 nós já selecionamos mais 500 mil candidatos para entrar na empresa. A Prefeitura de Jundiaí está com cinco editais abertos, se somarmos o total de inscritos de cada um, chegaremos a esse número. A diferença do concurso do Detran é que um único edital tem esse quantitativo de inscritos. Se tivéssemos feito quatro editais, um para cada cargo, que é o que boa parte das organizadoras fazem hoje em dia, não teria esse impacto tão grande. No Rio de Janeiro não fizemos um concurso desse porte, mas houve para a Companhia de Docas e para o Núcleo do Ministério da Saúde, e tudo deu certo.

Quais as providências que foram tomadas quanto à logística, incluindo segurança?
Quanto à segurança, temos uma gráfica própria, que imprime todas as provas, temos o controle total de todo o material, desde a hora em que inicia a impressão até quando finaliza. Todos os locais de prova já estão reservados e estamos em fase de treinamento da equipe.

Alguns especialistas da área consideram inviável fazer um concurso cobrando uma taxa de apenas R$10,39, já que não cobriria todos os custos. É possível fazer um bom concurso com essa taxa?
É possível, sim, tanto que estamos fazendo. Tudo que a Makiyama fez foi pensando no melhor para o candidato: uma taxa acessível; um concurso no qual foi reavaliado o local de prova, tendo lugar mais perto para o candidato; as provas serão aplicadas em três dias, permitindo que a pessoa concorra a mais de um cargo; o edital está claro e as questões serão inéditas.

A senhora acredita que o atrativo foi a taxa módica, já que o salário não é dos melhores?
Sim, com certeza. A taxa possibilitou que muitas pessoas que não teriam acesso ao concurso pudessem participar.

O concurso de Japeri, organizado pela Fundação Benjamin Constant, pode ser anulado devido às falhas de organização e de elaboração de provas. Há relatos de que os cadernos de questões não chegaram no horário, faltaram folhas ou os envelopes não estavam lacrados. A senhora pode garantir que não haverá erros primários?
Pela nossa experiência, a possibilidade disso acontecer é praticamente zero. Não sei exatamente o que aconteceu nesse caso, mas da nossa parte, não haverá esses problemas primários. Em concurso, nós temos que levar em conta que existem n fatores que podem resultar em um problema. O Enem está aí para provar que acontecem. Mas nós trabalhamos com projeto, com procedimentos adequados, com normas, com regras, para que as coisas corram bem.

Vocês já tiveram algum concurso anulado?
Nunca. Nós já tivemos um concurso cancelado em uma cidade pequena, no interior de Minas Gerais, mas foi a própria prefeitura que decidiu suspender, pois não tinha verba. A prova nem chegou a acontecer, e nós devolvemos o valor da taxa de inscrição.

Caso haja algum problema, a Makiyama garante que estará disponível para dar informações e resolver da melhor forma possível?
Com certeza. Até porque qual empresa de concurso tem o nome e sobrenome do dono no nome? E não é uma empresa sozinha, é um grupo.

Como foram arregimentados os integrantes das bancas?
Os integrantes foram escolhidos de acordo com currículo e experiência no setor, principalmente porque o conteúdo programático tem muita parte específica. E todos têm mestrado e doutorado.

A senhora pode garantir que todas as questões das provas serão inéditas?
Sim, isso eu garanto com 100% de certeza.

A realização da prova em mais de 50 municípios, no mesmo horário, requer uniformidade de critérios dos fiscais e cuidados especiais com os cadernos. Que cuidados foram tomados nesse sentido?
As equipes já estão sendo treinadas e instruídas. Todos os treinamentos são feitos presencialmente, por uma equipe da Makiyama. Há uma hierarquia de coordenação, temos coordenadores no estado do Rio, por cidade e por local de prova, para que todas as regras e procedimentos sejam seguidos, de acordo com os nossos manuais de inscrição.

Como será feito o transporte até os locais de prova? Quantas pessoas têm acesso ao caderno de questões?
O transporte será feito por funcionário público, porque envolve segurança. A empresa já foi contratada. Somente a equipe que faz a impressão e a manipulação do caderno tem acesso às questões.

Haverá apoio das polícias Civil e Militar?
Sim, o Detran já pediu para todos os dias de provas, em todos os locais, apoio para esses órgãos, através de ofício, para que nesses dias haja uma boa cobertura.

Haverá ata em todas as salas de prova, para que os candidatos registrem eventuais irregularidades?
Sim, em todas as salas e coordenações haverá um ata e registro de ocorrência. Todas as reclamações relevantes serão consideradas.

A realização das provas em três dias faz parte da estratégia para reduzir os riscos?
Exatamente. O objetivo de aplicar as provas em três dias é transformar este concurso em três de médio porte.

Os candidatos serão locados perto das suas residências, em locais confortáveis, ou está havendo problema para achar prédios disponíveis suficientes?
Não está havendo problema em achar prédio. Em cada cidade buscamos a melhor instalação. O que aconteceu foi que nem todo mundo pediu alteração do local, só cerca de 50% dos candidatos.

Uma candidata nos informou que recebeu um e-mail da Makiyama dizendo que havia um local de prova mais próximo da casa dela. Essa é uma atitude de praxe?
É para criar um certo relacionamento com o candidato, informar que existe um lugar mais próximo da casa dele, perguntar se teria interesse em mudar. Pode ser que ele não tenha tido conhecimento do que foi divulgado, e por isso não fez a alteração.

No Enem houve vários polêmicas quanto à redação. Quais serão os critérios utilizados para correção da redação?
Ao contrário do Enem, nós já divulgamos o edital com todos os critérios que serão utilizados, está tudo explicado e os avaliadores vão seguir todos os pontos. Na redação, dois professores avaliam. Se a diferença de nota for muito grande, haverá um terceiro.

A utilização de pregão eletrônico para escolha de organizadora é muito criticada por especialistas, já que vale só o menor preço. Como a senhora se posiciona a respeito?
Realmente não é a melhor forma, mas existe, é o que o mercado oferece. A melhor forma, realmente, é preço e técnica.

A senhora acredita que é válido um debate sobre as taxas, já que alguns concursos cobram valores muito altos, enquanto outros têm a taxa mais baixa?
Eu não acredito nessa discussão, porque depende da estrutura de cada empresa, depende dos custos internos da empresa, do que ela pretende no mercado, está muito ligado à administração de cada empresa. Então eu creio que vão continuar existindo situações como essas, com taxa mais baixa e outras com o preço alto, até porque as exigências costumam ser maiores. A Makiyama, fazendo agora um concurso com esse valor, não significa que os outros também serão a mesma coisa. O que encarece o concurso, normalmente, é a elaboração da banca da prova. A seleção do Detran é de nível médio e, apesar de ter 300 mil inscritos, só terá quatro tipos de prova. Já o TJ, por exemplo, ao todo, tem cerca de 3 mil questões. Nesse caso, é preciso comprar 9 mil, para sortear, avaliar as questões.

Quantos candidatos pediram isenção da taxa, e quantos conseguiram?
Cerca de 4 mil pediram a isenção, e 1.200 conseguiram.

Qual o percentual de faltas esperado?
Em média, um concurso tem de 26% a 30% de ausência. Nós esperamos cerca de 35%, por causa do valor da taxa e do tempo até a prova.

Quais os principais conselhos que dá aos candidatos, para as vésperas dos exames e para o dia da sua realização?
O primeiro conselho que eu dou é que os candidatos imprimam o cartão de confirmação, para não ter dúvidas quanto ao local de prova. A segunda dica é a pessoa chegar cedo, com uma hora de antecedência. A terceira dica é treinar redação, preparar-se, verificar o programa, ver os modelos de redação.

Desde quando existe a Makiyama?
Dinamar Souza – Há 14 anos. Começou como uma empresa de informática, no segmento de leitura de provas e gabaritos. E foi evoluindo até chegar ao ponto de fazer um concurso em processo integral, desde a inscrição até a finalização dele.

Qual foi o maior concurso organizado pela empresa?
Nós costumamos receber concursos até de 130 mil candidatos. Mas os concursos da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), por exemplo, que é um órgão que oferece estagiários a todos os órgãos do estado de São Paulo, geralmente ultrapassam esse número.

A Makiyama considera o concurso do Detran o seu maior desafio?
Sim, sim, um dos nossos maiores desafios. Já enfrentamos outros desafios, como, por exemplo, o contrato de três anos com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), para toda a equipe técnica que trabalha na linha férrea. Outro foi fazer o concurso para a Eletronorte, com 150 mil candidatos. E ainda há o concurso para Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), com previsão de 200 mil candidatos.

Fonte: Folha Dirigida
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4 Comments

  1. marcia disse:

    como consegui retira o meu cartão de confirmação da prova do Detran para sabe o dia certo da prova obrigada

  2. Marilena Carvalho Marins disse:

    Estava marcado p/o dia 02/09/13 dia p/publicação do Edital de convocação p/prova objetiva e do Cartão de Confimação de Inscrição. Hoje já são 05/09 e eu ainda não consegui achar o referido Cartão p/ imprimir. O que faço?

  3. Jonas Miranda Rodrigues Pires disse:

    Fiquei classificado em vigésimo lugar no concurso do detran 2013 para o cargo de assistente tecnico de transito na vaga relacionada para portador de necessidades especiais, ja entreguei a minha documentação e os exames medicos pedidos e pediram para aguardar para data da posse e acompanhar pelo diario oficial. Gostaria de saber se ja existe alguma previsao para posse desse referido concurso e se existe algum outro meio de comunicação para acompanha – la.

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