Home » News » Questões do MPOG copiadas de outro concurso serão anuladas

Exame tem questões semelhantes à prova da Unirio, aplicada em 2012.  Os pontos das questões anuladas serão dados para todos os candidatos.

A Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio) vai anular pelo menos oito questões da prova do concurso público do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para 200 vagas de analista em tecnologia da informação (nível superior).

O motivo é que um professor responsável por elaborar questões da área de segurança da informação copiou as perguntas que ele mesmo elaborou para um concurso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio), realizado no ano passado. “Ele conseguiu copiar dele mesmo”, diz Marco Aurélio Barcelos Guimarães, coordenador de projetos da Funrio. Segundo ele, os enunciados são idênticos e as opções de respostas apresentadas são as mesmas. Os pontos das questões anuladas serão dados para todos os candidatos.

O professor foi contratado pela coordenação acadêmica da Funrio para participar da banca do concurso do Planejamento.

As questões copiadas do concurso da Unirio estavam em sete disciplinas da área de informática, na prova de conhecimentos específicos. Segundo Guimarães, a parte de segurança da informação, que é a área do professor, está contida em muitos assuntos da prova de conhecimentos específicos.

“Ele teria que fornecer questões inéditas, mas a coordenação acadêmica verificou a semelhança das questões e entrou em contato com o professor, que reconheceu o erro”, conta. O professor tem especialização em segurança da informação e é profissional da área, de acordo com o coordenador de projetos.

A Funrio vai encaminhar relatório para o Ministério do Planejamento sobre o fato, apontando as irregularidades e informando que foi realizada avaliação na prova toda, verificando questão por questão, para detectar se havia outras semelhanças com outros concursos. “Esse fato não compromete a lisura do concurso”, diz Guimarães.

“A gente fica chateado porque um fato como esse atrapalha o processo que foi feito sem problemas desde o início, tivemos uma logística de aplicação que deu certo”, comenta Guimarães.

Procurado pelo G1, o Ministério do Planejamento informou que questões técnicas do concurso são de responsabilidade da Funrio. A Funrio colocará no seu site um comunicado sobre o assunto. “A coordenação acadêmica passa os procedimentos para esses professores, mas, infelizmente, foi um erro da pessoa que utilizou as questões desenvolvidas por ela própria para outro concurso.”

Segundo candidatos que fizeram a prova, oito questões têm redação e respostas parecidas com as aplicadas no concurso da de 2012, para técnico-administrativo em educação, na especialidade de analista de tecnologia da informação (segurança da informação).

A seleção do Ministério do Planejamento foi organizada pela Funrio, e a prova foi aplicada no último domingo (28). O gabarito foi divulgado na última segunda-feira (29).
De acordo com os candidatos, as semelhanças estão nas questões 52, 54, 55, 57, 61, 68, 69 e 72 da Funrio e 36, 37,40,13,25,23,33 e 3 da Unirio, respectivamente.

Na questão 72 do concurso do Ministério do Planejamento e na questão 3 da Unirio, por exemplo, a pergunta é redigida da mesma forma: “No controle de congestionamento do TCP, quando uma perda é detectada por timeout, a janela de transmissão decresce”. O que muda é a ordem das alternativas.

Já na questão 54 da Funrio, a pergunta é: “Na segurança da informação, o que se caracteriza como incidente de segurança da informação?”. A questão 37 da Unirio diz: “Segundo a norma ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006, o que caracteriza um incidente de segurança da informação são”. Nesse caso, as alternativas seguem a mesma ordem.

Concurso
O concurso do Ministério do Planejamento ofereceu 200 vagas para analista em tecnologia da informação (nível superior) e teve 6.509 inscritos, sendo 6.434 para ampla concorrência e 75 para pessoas com deficiência. O salário é de 7.660,62. Todas as vagas são para Brasília.

Para participar da seleção, os candidatos deveriam ter diploma de concurso de curso de graduação de nível superior em qualquer área de atuação em instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.

O concurso é composto de 2 fases: prova objetiva e prova discursiva e avaliação de títulos.

Fonte: G1
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