Home » News » Veja dicas para o concurso de 500 vagas do Bacen

Começou, na última quinta-feira (22), o prazo de inscrições para um dos concursos mais aguardados do ano. O Banco Central do Brasil (Bacen) já está inscrevendo candidatos interessados em ocupar uma das 500 vagas de técnico ou analista anunciadas nas últimas semanas. Para auxiliar na preparação dos candidatos, o JC&E oferece, mais abaixo, dicas de estudo formuladas por especialistas da área.

A função de técnico (100) requer nível médio e está dividida em duas áreas de conhecimento: suporte técnico-administrativo e segurança institucional.  O vencimento inicial é de R$ 5.158,23, sendo que a partir de janeiro de 2014 o salário sobe para R$ 5.421,30.

A carreira de analista (400) exige nível superior em qualquer campo e está disseminada em seis áreas de conhecimentos: análise e desenvolvimento de sistemas, suporte à infraestrutura de tecnologia da informação, política econômica e monetária, contabilidade e finanças, infraestrutura e logística, e gestão e análise processual.

A remuneração para o cargo de analista é de R$ 13.595,85, porém, em janeiro de 2014 aumenta para R$ 14.289,24. A jornada de trabalho é a mesma para ambas as colocações, 40 horas semanais.

Os postos estão distribuídos em Brasília (DF), Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS).

As inscrições se encerram no dia 9 de setembro e podem ser realizadas no site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br), organizador da seleção. Os valores das taxas de participação são de R$ 70 (técnico) e R$ 120 (analista).

Etapas
O processo seletivo será composto por provas objetivas, prova discursiva, avaliação de títulos (apenas para analista). A segunda fase será o programa de capacitação. Toda a primeira etapa da seleção será realizada nos municípios de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Os candidatos para a carreira de técnico realizarão as provas objetivas e discursivas, em até quatro horas e trinta minutos, no dia 20 de outubro no período vespertino. Já aqueles que disputam a função de analista realizam a prova objetiva, com três horas e trinta minutos de duração, no dia 20 de outubro no período matutino. A prova discursiva será aplicada no período da tarde (do mesmo dia) e terá até quatro horas de duração.

Dicas de estudo
Economia (analista) – O conteúdo de economia, subdividido em macroeconomia e microeconomia, exige do concursando conhecimentos gerais de contas nacionais; políticas econômicas, fiscal e monetária, bem como teorias de inflação. Neste último tópico, destaco as “metas de inflação”, haja vista o problema recente com o tomate e o nível de inflação próximo ao limite máximo.

No contexto atual, têm espaço na prova do Banco Central o Balanço de Pagamentos, as reservas internacionais e o resultado em conta corrente. É importante para o ingressante no Bacen distinguir a polarização entre “a mão forte do Estado – economia Keynesiana” versus o liberalismo econômico, haja vista, no tópico “economia brasileira”, as divergências entre situação e oposição, que oferecem ambiente para perguntas sobre as políticas sociais e os desdobramentos do Plano Real.

Em microeconomia, uma constante tem sido a teoria dos jogos e equilíbrio de Nash, cabendo um olhar sobre as funções e a estrutura do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), em virtude do volume de fusões e aquisições (análise de concentração), bem como quanto ao acordo de Basiléia II, no item “normas internacionais”, que também é conteúdo exigido em Sistema Financeiro Nacional.
(Edmo Menini, professor da Rede LFG)

Fundamentos de gestão de pessoas (técnico) – As questões sobre recursos humanos ou gestão de pessoas, para os cargos técnicos, exigem do candidato a capacidade de memorizar definições e conceitos, não sendo exceção o Bacen.

Neste sentido, dada a complexidade das provas em anos recentes, mister se faz desenvolver a capacidade de entender e aplicar conceitos relacionados a gestão de pessoas, tais como diferenciar recrutamento e seleção e compreender as características particulares.

Entender e correlacionar os modelos teóricos de administração pública com os modelos de gestão de pessoas são outros conhecimentos que se deve buscar.

Atenção também ao corolário do modelo gerencial que emerge pós reforma administrativa da década de 90, tratando-se da exigibilidade em prova de familiaridade com o conceito de gestão voltada para resultados, desenvolvimento de competências, avaliação de desempenho (tipos e características), papel do treinamento e diferenciação entre cultura e clima organizacional.

Além destes tópicos, vale um olhar sobre questões relacionadas à educação corporativa, no contexto das organizações, aplicando-se conceitos de liderança e a capacidade de trabalhar em equipe.
(Edmo Menini, professor da Rede LFG)

Direito administrativo (analista e técnico) – Importante para o concurso do Bacen, a disciplina não é muito estudada em razão da complexidade. Entretanto, se o candidato que não é formado em direito estudar por algum livro capaz de fornecer o acesso aos conhecimentos jurídicos, com linguagem voltada aos concursos públicos de nível médio e superior (não jurídicos), dará um grande passo na conquista da tão sonhada vaga.

Além disso, para o cargo de técnico, a nossa recomendação é estudar bem a Lei 8.112/90, o Estatuto do Servidor Público Federal, em especial as formas de provimento e de vacância, os direitos e vantagens e o regime disciplinar.

Para o cargo de analista, entendemos por bem conhecer a citada lei e os princípios básicos da administração pública, inclusive aqueles implícitos na Constituição Federal. Também é importante estudar o tema “serviços públicos”, estopim de várias manifestações populares por todo o Brasil. Por fim, a responsabilidade civil do Estado é assunto que não poderá ficar esquecido.
(Fabrício Bolzan, professor da Rede LFG)

Sistema financeiro nacional (analista) – A disciplina de Sistema Financeiro Nacional (SFN) está inserida na parte de conhecimentos gerais para todas as áreas. Na última prova para analista do Banco Central caíram seis questões sobre o tema, uma delas contida na disciplina de economia.

É de grande importância ter gravado na mente todo o organograma do SFN, bem como os objetivos de: Subsistema Normativo por excelência – CMN, CRSFN, CNSP, CNPC; Subsistema Normativo de Supervisão e Fiscalização – Bacen, CVM, Susep e Previc; e Subsistema Operativo em que estão inseridos os responsáveis por realizar a intermediação financeira entre agentes superavitários e deficitários e realizar a prestação de serviços perante a sociedade.

Não se esqueçam que as IF’s Monetárias/Bancárias recebem depósitos à vista em contas correntes. Nesta lista estão incluídos os Bancos Comerciais, as Cooperativas de Crédito e as Caixas Econômicas.

Também é imprescindível lembrar que para a redução dos vários riscos que atingem o setor bancário foram editadas várias regulamentações prudenciais, destacando-se o Acordo de Basiléia II, que objetiva, entre outros, gerenciar o risco operacional (aquele que decorre da falta de consistência e adequação dos sistemas de informação, processamento,  operações e pessoas), bem como o requerimento de 8% mínimo de capital próprio. No Brasil, esse índice é de 11%, conforme Resoluções do Bacen.
(Paulo Medina Nóbrega, professor da Rede LFG)

Raciocínio lógico (técnico e analista) – O último concurso para o Bacen, organizado pela Fundação Cesgranrio, cobrou a disciplina tanto para técnico como para analista, voltada ao raciocínio lógico quantitativo.

O edital recém lançado tem o Cespe/UnB à frente, empresa que tem cobrado, normalmente, o seguinte conteúdo. E para o Banco Central não é diferente:

Raciocínio lógico quantitativo – 1. Estruturas lógicas. 2. Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. 3. Lógica sentencial (ou proposicional). 3.1. Proposições simples e compostas. 3.2. Tabelas verdade. 3.3. Equivalências. 3.4. Leis de De Morgan. 3.5. Diagramas lógicos. 4. Lógica de primeira ordem. 5. Princípios de contagem e probabilidade. 6. Operações com conjuntos. 7. Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais.

Considero como principais pontos na parte de Lógica proposicional, que são os temas de 1 a 4, as regras dos conectivos, equivalências, argumentação, reconhecimento de uma proposição e diagramas lógicos (quantificadores).

Na parte de análise combinatória (princípios de contagem), o candidato deve saber diferenciar quando utilizar: princípio fundamental de contagem, arranjo simples e permutações e combinações simples. E para ficar seguro, muitos e muitos exercícios.

Probabilidade vem sendo cobrada de forma frequente, de novo, muitos exercícios são fundamentais.
Já a parte do raciocínio lógico que envolve problemas aritméticos, geométricos e matriciais, em algumas provas o Cespe não cobra. Mas vale a pena observar as provas que cobraram. Pode, sim, aparecer algum problema aritmético ou de geometria, ou até sobre matrizes.

Para finalizar, no ano de 2013 o Cespe fez algumas provas que valem uma olhada. Foram para os seguintes concursos: escrivão da Polícia Federal, analista administrativo do Ibama, Agência Nacional de Saúde Suplementar e técnico de MPU, para exemplificar. E ainda ocorrerá a prova para auditor fiscal do trabalho. Fique atento!

Fonte: JC Concursos
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1 Comment

  1. Fabiano Cardozo Machado disse:

    Hey amigo estou pensando em fazer esse concurso poderia me enviar algumas provas sobre o que o BACEN cobra de seu candidato ao cargo Técnico Administrativo I.. Valeu !

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