Home » News » Caixa: Especialistas e candidatos pedem tempo para estudos

De forma transparente, a direção da Caixa Econômica Federal anunciou a realização de seu novo concurso, por meio de seu gerente nacional de Remuneração, Salomão Azulay, em setembro do ano passado, durante a realização da Feira da Carreira Pública, evento que é realizado pela FOLHA DIRIGIDA a cada ano. Em palestra, durante a feira, ele anunciou que a empresa já estava planejando o concurso, prevendo sua realização para o início deste ano o que, de fato, se concretizou. Apesar disso, uma grande parcela de interessados em participar do processo seletivo só se mobiliza depois que o edital é publicado, o que aconteceu há poucos dias. E muitos desses candidatos, agora, estão fazendo um apelo à direção da empresa para que a prova seja adiada para o fim de abril, danto-lhes um prazo maior para a revisão e estudo das matérias que caírão no concurso.

Centenas – Em apenas cinco dias, centenas de e-mails foram endereçados à FOLHA DIRIGIDA por candidatos fazendo esse tipo de apelo. Basicamente, esses e-mails assinalam que “um prazo de apenas 60 dias entre a divulgação do edital e a data das provas é muito curto para que se faça uma revisão adequada em todas as disciplinas que serão pedidas no concurso”. Adriana Alves, por exemplo, candidata que vai se inscrever para o concurso, em Minas Gerais, isso não trará prejuízos ao banco. “Acredito que não vai criar nenhum transtorno para a Caixa se ela der mais um mês de prazo aos candidatos, beneficiando aqueles que vão fazer o concurso com seriedade e estão se preparando para isso.”

Já o candidato Fábio de Oliveira, em seu e-mail, destaca que o tempo é curto para estudar todo o programa. “Estamos esperando a convocação desse concurso há vários meses. Houve mudanças programáticas. Acho que ninguém vai conseguir estudar de forma adequada, mesmo ficando só por conta disso, em apenas 60 dias, que é o prazo que estão dando até a prova”. Depois de aplaudir a transparência com que o concurso está sendo tratado, o candidato Márcio Lopes diz que também apoia um prazo maior para os estudos. “Estou de acordo com os colegas que estão pleiteando a prorrogação da prova e, se isso for feito, acho que dará um caráter mais democrático ao concurso, ajudando os candidatos que estiverem dispostos a estudarem com afinco. No final, o próprio banco vai se beneficiar, pois esses candidatos chegarão ao concurso mais bem preparados.”

Especialistas – Alguns professores, especialistas na área de concursos públicos, também são da mesma opinião. Carlos Eduardo Guerra, por exemplo, afirma que o adiamento que foi feito, de uma semana (a data foi adiada do dia 23 para o dia 30, para evitar coincidência com as provas do IBGE) não é suficiente para que os candidatos possam estudar todo o conteúdo programático, ainda mais com as alterações ocorridas no programa da seleção. Segundo ele, o ideal é que seja dado um intervalo mínimo de 90 dias entre a divulgação do edital e a aplicação dos exames. “A Caixa deveria rever a data da prova. Afinal, ocorreram mudanças substanciais no programa do concurso anterior. Eles introduziram Raciocínio Lógico, que é uma matéria complexa e que assusta os candidatos. Como muitos têm dificuldade nessa disciplina, poderão ser reprovados, se não for dado um tempo maior de estudo”, afirmou.

O professor Carlos Guerra destaca também que o conteúdo de Conhecimentos Bancários foi ampliado, o que aumenta a necessidade de um prazo maior de estudos. “A disciplina de Conhecimentos Bancários é, sem dúvida, a principal do programa do concurso. Dominá-la é fundamental para o exercício da carreira, para o dia a dia do técnico bancário. Essa matéria faz parte do conteúdo de Conhecimentos Específicos, que tem peso dois no concurso. Ou seja, se o candidato for mal nessa discipina, certamente será reprovado”, disse. O especialista elogiou a Caixa por ter anunciado o concurso com bastante antecedência, porém destacou que o banco também poderia ter liberado o programa antes da divulgação do edital, o que faria com que os candidatos já tivessem conhecimento prévio das mudanças, ganhando mais tempo para os estudos. “Não só a Caixa, mas outras instituições também poderiam divulgar previamente os programas de seus concursos.”

O professor Carlos Guerra acha que a prova deveria ser aplicada somente na segunda quinzena de abril, e que isso não seria um problema para a Caixa homologar o concurso antes do período eleitoral. “Se a prova fosse em 27 de abril, os candidatos teriam mais algumas semanas para assimilar as mudanças no programa e, ainda assim, tenho certeza de que daria tempo para a Caixa homologar o concurso antes do período eleitoral, que inicia em 5 de julho, de forma que os aprovados ainda possam ser chamados este ano”, poderou. O especialista destacou que o adiamento das provas traria benefícios não só aos candidatos. “Se o objetivo do concurso é selecionar os melhores, é preciso que se dê condições para isso. Com mais tempo de estudo, a Caixa terá candidatos mais qualificados e, consequentemente, melhores funcionários para executar as atividades do banco. No final da contas, o maior beneficiado será a sociedade, que contará com um serviço público mais eficiente.”

Essa também é a opinião da professora Rosângela Cardoso, que atua na área de concursos há mais de dez anos. “O adiamento da prova teria um efeito muito positivo para os candidatos, dando-lhes um pouco mais de tempo para os estudos e possibilitando maior segurança para enfrentar as provas. Pode parecer que 30 dias é um prazo insignificante, mas pesa muito para quem deseja fazer do concurso da Caixa um projeto profissional. Se houver o adiamento, ganham esses candidatos focados no concurso, e ganha também a empresa”, acentuou. A pedagoga Adelaide Matos, de São Paulo, concorda. “Se não houver um impedimento concreto que inviabilize esse adiamento, a Caixa Econômica poderia acolher o apelo dos candidatos. Isso, do ponto de vista pedagógico, seria altamente relevante. E fortaleceria também, e muito, a imagem da empresa junto aos candidatos”. Alguns candidatos já pensam em produzir um abaixo-assinado para ser encaminhado à direção da Caixa Econômica, reforçando seu apelo e dando suas razões. A empresa ainda não se posicionou sobre o pleito dos candidatos.

Fonte: Folha Dirigida
Saiba mais no SOS Concurseiro.com.br

6 Comments

  1. Carlos disse:

    Nossa, eu li a matéria e tenho que discordar… um intervalo maior entre edital e prova só beneficia quem não se prepara com antecedencia. E por mais que tenha entrado o Raciocinio lógico, duas matérias que sempre eram pedidas foram eliminadas. No caso das matérias, quem estuda pra concursos sabe que existem aquelas que são sempre pedidas. No caso de concursos na área bancária, Conhecimentos Bancários, Português, Etica, Marketing e Codigo de Defesa do Consumidor sempre são pedidos. Venho me preparando com um certo tempo e não vejo nenhum benefício em postergar a data da prova e ainda ainda fui prejudicado com essa mudança, pois tenho outro concurso no dia 30 que foi lançado previamente ao da Caixa.

  2. Polliana Rodrigues disse:

    A CEF adiou as provas do dia 23 para o dia 30 de março para não coincidirem com as do IBGE, só que a prova foi marcada para o mesmo dia e hora da prova do MTE!!! E quem vai prestar os dois concursos, vai fazer o que ?!!!

  3. [email protected] disse:

    Quem quer passar num concurso mesmo, se prepara é antes do edital sair. Já sabíamos que iria ter concurso da Caixa desde Setembro do ano passado…

  4. José Luiz disse:

    Estou errado ou o concurso foi adiado pro dia do MTE?

  5. EMERSON DE SANTANA MARINHO disse:

    CONCORDO PLENAMENTE. PRECISAMOS DE MAIS TEMPO!

  6. Augusto disse:

    É isso…vc tem toda razão Emerson! Precisamos mandar um email p/ a rádio CBN e relatar essa cachorrada da Cespe !
    Até mais amigos concurseiros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Login